terça-feira, 28 de abril de 2015

Um pouco de voyeurismo na composição

Oi pessoal!



Vim postar hoje aqui o melhor desenho que fiz até hoje, pelo menos essa foi minha opinião. Digo isso por levar em consideração uma composição mais desafiadora e com mais elementos. Algo que tentei fugir da minha zona de conforto. Ultimamente tenho pensado mais em fazer desenhos mais complexos. Está na hora de aprender mais.



Assim, a composição ganhou perspectiva, diferentes planos, textura, duas figuras humanas em poses mais complexas (sim, pelo menos pra mim é difícil desenhar uma pessoa deitada) e iluminação artificial noturna em ambiente fechado. Além de testar umas técnicas novas para a pele e também marquinha de biquíni na mulher.





A ideia foi sim fazer algo erótico juntando coisas que gosto, como a casa de madeira e noite. Além de fazer um ambiente praieiro. Uma espécie de “tropical love”. Para isso a iluminação artificial em ambiente noturno gera mais dramaticidade e contraste na pele, o que contribui para enfatizar o corpo nu. Para isso eu tive que usar pontos de luz amarelos na pele, o guache usado com moderação ajudou nesse efeito, já que se fosse uma tinta muito transparente como a aquarela talvez não iria aparecer muito. Para isso também usei o pastel seco branco para a luz das luminárias de teto e na texturas da madeira, vidro e também ajudar na iluminação da cortina.





Eu vi que o ambiente estava grande, o que pedia para que eu colocasse mais elementos. Então pensei em algo que pelo menos na minha visão acabou dando certo, uma cortina em plano anterior ao casal! Além de poder usar uma estampa tropical para ajudar na decoração praieira da casa, a imagem teria mais textura (tecido) e iria fazer com que o espectador visualizasse a cena como um voyeur. Além do mais, o quarto onde o casal está teria um elemento para deixar o ambiente mais privado, no entanto com possibilidade do visualizador entrar no cômodo para espiar a cena


Vai aí umas fotos do processo





quarta-feira, 22 de abril de 2015

Aquarela com temática viking sobre papel 200 da canson

Oi pessoal!



Pois é, estou postando bem esses dias. Ainda mais agora que bateu aquela insônia que serve pra gastar tempo postando aqui.


Eu tenho feito alguns desenhos no papel 200 da canson de cor creme. Aquele que é indicado para desenho. A ideia é testar a aquarela nesse papel. Já vi que aquele canson 300 da linha universitária é uma bosta, então quero testar diversos papeis muitas vezes para poder escolher o melhor e mais em conta. Tenho certeza que os melhores são aqueles mais caros tipo arches, fabriano e papel de algodão. O problema é o preço.





Quando fiz aula de aquarela a professora pediu esse canson 200. Ao longo do curso eu acabei comprando o 300 da linha universitária. Quando dei monitoria de aquarela indiquei pro pessoal praticar em aula o papel 200. Agora estou aqui voltando para o 200.


Diversos desenhos e efeitos serão testados nesse papel para ver o que rola e o que não rola de fazer nele. O primeiro que vou postar aqui é o dos vikings. Tinha muito tempo que não desenhada essa temática que tanto gosto.






Já faz um tempo que venho pesquisando a respeito da cultura nórdica, vestimentas, arquitetura e costumes. Para um trabalho de ilustração mais sério é bom a gente fazer uma pesquisa na hora de desenhar as roupas e cenário, caso contrário fica algo super artificial e bem fora da realidade. Até que eu resolvi colocar os personagens com umas roupas realistas de acordo com as pesquisas que fiz.


Para a composição eu quis um cenário em local aberto, pegando um fundo com casas e vegetação. De fato aquela série Vikings ajuda muito nesse lance de cenário. Já que está sendo considerada por muitos historiadores uma série com cenário bem parecido com o original. Assim sendo eu também aproveitei para trabalhar um grupo maior de pessoas, quatro indivíduos, incluindo duas crianças. É bom sair da zona de conforto as vezes.


Foi muita água usada, principalmente para fazer o céu que se funde com a vegetação e o solo. As casas e as pessoas receberam uma quantidade normal de camadas. O problema foi o solo. Eu li em livros e em alguns tutoriais a respeito do sal na aquarela, que serve para chupar água e fazer efeitos de manchas e texturas. As vezes uso essa técnica e da muito certo. No entanto essa técnica é chatinha, depois de um dia toda a água que o sal chupa, ele devolve, ai fica aquela aguaceira toda no papel, podendo até manchar todo o desenho. Portanto é complicado de usar o sal em tempo de chuva, sendo mais indicado na época da seca onde a aquarela seca rapidinho. Essa água que o sal devolve não seca por nada desse mundo no período de chuva, ai a gente precisa retirar com papel toalha.


Essa parte do solo ficou bastante enrugada. E mesmo depois de seco, essa parte ainda está um pouco úmida. As outras partes também ficaram. Só as pessoas e as casas ficaram com um enrugado mais leve. De certa forma eu levo em consideração que o papel é de gramatura 200. Até porque ele absorveu pouco, isso já é um ponto bom. Também não ficou com aspecto danificado e se desfazendo igual a outros papeis que já usei. Ele é um papel bom e em conta, da pra brincar com ele. O problema é fazer muitas aguadas e usar o sal, principalmente em época de chuva, pois fica enrugado pra caramba como mostra na foto. Agora se for para fazer uma aquarela para um trabalho sério já é melhor usar um papel mais resistente.




Nesse trabalho eu resolvi fazer um mix de aquarelas. Usei as winsor e newton e faber castel porque sou maluca. Definitivamente a aquarela da faber castel é muito ruim e depois de seca fica acinzentada. Ela não passa de um guache vagabundo. Não sei o que deu na minha cabeça para misturar as duas. Usei também caneta nanquim 0.1 e 0.05 para acentuar algumas divisões e detalhes pequenos. Não contornei tudo, prefiro usar a caneta nanquim se uma forma mais suave.


infelizmente o scanner deixa as cores mais mortas e estou sem photoshop no momento


Não quero que ninguém se sinta ofendido pelo que falei da aquarela faber castel e do papel 300 da linha universitária. Eu falo essas coisas por já ter testado muito e divulgo minhas experiências e já aconteceu problemas em trabalhos de amigos meus que também pensam a mesma coisa. Portanto o ideal é a gente testar bastante para saber qual material mais se adéqua ao nosso trabalho.




Em breve eu posto mais aquarelas feitas no papel 200 da canson.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

As três sereias platinadas

Oi pessoal!




Já vieram me perguntar se eu desisti de sereias. A resposta é NUNCA!!!!! Eu amo sereias e não abandono esse tema mesmo. Tem duas semanas que eu fiz umas sereias novas já que eu estava muito empolgada em testar umas novas técnicas de pele feita com aquarela.


Queria trabalhar uma composição com mais sereias. Até então o desenho tinha ficado legal, mas o fundo deixando a desejar. Ai fui trabalhando esse fundo com aquarela e guache. Estava melhor do que eu imaginava. Ai resolvi pegar algo que eu usava antigamente, o pastel seco de cor branca para ajudar nas pedras. Usei também o pastel branco na cauda da sereia. Até que eu adorei o desenho! Foi o melhor desenho de sereias que já fiz.



Usei guache e um pouco de caneta nanquim nos cabelos platinados delas.






Quis fazer uma cauda mais elaborada, o que me deu a ideia de criar meio que um catálogo para as coisas que eu for desenhar, como é o caso das sereias. Estou criando no meu caderno de aquarelas uma espécie de portfólio catálogo para servir de referencia na hora de escolher as caudas.


Aquela coisa, você pode usar um mix de materiais para as ilustrações!

domingo, 12 de abril de 2015

Estudo de observação de natureza morta

Oi pessoal!










Quebrando aqui a rotina de postagens de aquarelas. Hoje vim postar um estudo que fiz de observação de natureza morta. Isso mesmo, não usei foto, o que dificulta o processo. Para isso eu armei um esquema de caixa preta como se fazem nas academias tradicionais de pintura e desenho. Colocam o objeto ou escultura numa caixa preta para se trabalhar melhor a iluminação.


Eu nunca tinha feito um trabalho assim e fui teimosa em colocar logo objetos difíceis de pintar. Peguei duas garrafas de vinho, duas taças, um cetim vermelho e uma bandeja. Putz, mas como fazer essa bandeja  ornamentada e esse tecido dão trabalho! Confesso que quase desisti disso e tão cedo não quero fazer outra natureza morta. Eu praticamente desisti da bandeja.


Tentei trabalhar os reflexos e transparências dos elementos, mas o metal realmente não consegui. Terei que treinar mais vezes com um objeto com menos ornamentos.


Para conseguir certos efeitos de sombras eu tive que fazer veladuras bem diluídas do gris de payne, cor que tanto gosto para sombras. 


A maioria das tintas foram as importadas, mas também usei algumas nacionais, já que era apenas um estudo. Vi que o ivory black é bem mais forte e mais preto que o preto de marte, mesmo ambos sendo de boas marcas.


cores usadas



domingo, 5 de abril de 2015

A elfa Glória da Manhã

Oi pessoal!



Passei a páscoa desenhando e pintando, o que foi ótimo! Criatividade a flor da pele! Aproveitei para trabalhar mais a composição e fazer desenhos mais desafiadores. Terminei também um estudo a óleo que eu já estava de saco cheio de fazer.



Já tinha um tempo que estava fazendo um desenho e pegava para pintar aos poucos nos fins de semana. Queria fazer uma composição bem bacana, uma elfa num jardim bem florido. Trabalhei a questão dos planos. Queria também colocar em prática umas dicas de aquarela para figura humana que o Marcelo me passou, mas o papel não favoreceu.


Usei aquele papel da linha universitária gramatura 300 da Canso, o que tem textura listrada. Detesto esse papel. Definitivamente ele só presta para fazer aquarelas rápidas e com poucas camadas. O desenho da elfa tiveram MUITAS camadas, logo muitas partes ficaram danificadas. Esse papel é pouco resistente embora sendo de boa gramatura. Além de absorver, a água dissolve fácil e fica uma coisa meio porosa onde a gente passa muitas camadas de aquarela. Há quem goste desse papel, mas aqui eu coloco minha experiência e ponto de vista. Ele não é um material bom para os meus trabalhos.


Eu usei um pouco de guache. Semana passada uns amigos meus estavam falando algo interessante para se pensar. Eles disseram que realmente tem preconceito com guache e que não desassociam o material a um item escolar. Por um lado eles não estão errados, isso se pegar esses guaches baratinhos por aí. Mas é possível fazer coisas legais com guaches melhores. Eu geralmente uso quando quero algo opaco, alguns efeitos de luz ou então para corrigir erros. A opacidade do guache me ajuda a corrigir cagadas, como aconteceu nesse desenho. Esse papel é tão miserável que absorvia água e manchava o desenho todo. Manchou muito do cabelo da pobre elfa. Ai no caso eu esperava secar e passava um guache diluído por cima. O segredo do guache da Talens é diluir um pouco na água. Ele é bem forte.



Eu gostei bastante do desenho, mas realmente se eu tivesse usado um papel melhor teria tiro resultado mais satisfatório. Olhem como essas linhas atrapalham! Ta certo que o outro lado desse papel é liso, mas nessa folha o lado liso estava sujo, hahahaha e era a que estava mais próxima no momento.


Aí ficou pronta minha elfinha Glória da Manhã. Ela tem esse nome por ser a elfa que cuida das flores glória da manhã do reino de Amandopia. Acabou se tornando presente para meu amigo Leo que me acompanhou por whats todo o processo!





Tirei umas fotos bem ruinzinhas do passo a passo, mas achei interessante postar aqui. Eu pelo menos adoro ver fotos dos processos.