quarta-feira, 1 de julho de 2015

Bruxa no campo

Oi pessoal!


Agora que estou de férias quero produzir. Assim que terminei uma aquarela hoje pensei: “que tal fazer uma por dia?”... Bom, ao menos vou tentar. Vai aí então o desenho que fiz hoje.







O problema dessa aquarela foram as cores. O fundo laranja do outono dificultou muito para a escolha das cores do primeiro plano. Precisava de cores mais fortes mais saltar o desenho. Eu devia ter feito o fundo um pouco mais morto ou mais pastel para facilitar o primeiro plano ficar mais pra frente. Bom, fiz o que pude. Sei que o azul é a cor que mais contrasta com o laranja, mas não queria a roupa dela azul. 


Fiz essa aquarela no papel fabriano que é por sinal maravilhoso. Eu comprei há um tempo a folha grande que vende avulsa, o bloco é muito caro. Realmente é um papel que permite muitas e muitas camadas sem ficar danificado.




quarta-feira, 17 de junho de 2015

A rede turquesa

Oi pessoal!





Acho que tem duas semanas que terminei esse desenho da postagem de hoje. Ele foi um pouco demorado. Quis fazer um trabalho mais detalhado, aproveitando que estava usando um papel de ótima qualidade. Portanto eu quis caprichar mais na pele e também um detalhe que foi trabalhoso: a rede! Sim, a rede foi muito trabalhosa porque fiz os trançados dela (é assim que chama?). Também demorei na palha do telhado de sapê e outra vez a luz artificial, já que é uma cena noturna.

Usei esse papel Moulin du Rou da Canson, ele é de algodão




Mais uma vez um trabalho erótico, sim, pode ser ou pode não ser uma cena de sexo, aí cabe a cada um interpretar e imaginar como quiser. Queria uma imagem meio anos 70/80, um ar tropical californiano. Assim eu deixei o cabelo da mulher mais volumoso e castanho claro, além da pele bronzeada e marca de biquíni para deixar bem claro uma cena praieira. O cabelo do rapaz é aquele típico visual de cara bem loiro que nem Lagoa Azul, uma referência praieira bem clássica dos anos 80, hahaha. Quem nunca assistiu esse filme?!




Não posso esquecer de dizer que ouvia Janis Joplin, Mamas and Papas, The Doors, umas musicas folks e aquela música sensacional “Going to San Franscisco”! Essas coisas fazem a diferença para se trabalhar. É como se a gente entrasse no clima da imagem. Pelo menos comigo funciona ter uma trilha sonora, hahaha.



De fato um papel bom faz TODA A DIFERENÇA! Juro! Esse papel é maravilhoso, não absorve e nem enruga muito. Ele é realmente resistente. Outra coisa relacionada ao papel que noto é que quanto mais liso ele for, melhor para fazer aquarelas realistas. Não que isso implica a qualidade do papel, até porque nessa mesma linha desse papel que estou usando também tem o rugoso.


Incrível também o quanto que as pessoas gostam de uns desenhos com conotação erótica! Esse desenho fez o maior sucesso! Com certeza outros desenhos eróticos estão por vir!





Algumas pessoas falaram que era melhor eu deixar o desenho assim, sem colorir, mas.... não iria desperdiçar um papel caro, né! Além do mais eu amei o resultado! Ta aí meu livro de colorir!

terça-feira, 26 de maio de 2015

Vampira - aquarela

Oi pessoal!


Tanto tempo que não desenhava vampiros! Pois bem, esse é um desenho que fiz há quase dois meses e ficou um tempo exposto no ateliê onde tenho aula de pintura. Esse não foi feito no papel 200 da canson, mas sim num outro de aquarela com gramatura 300.






Eu ainda estou na onda de trabalhar diferentes iluminações, em especial a noturna. Também em inserir outros elementos para dificultar um pouco a cena. O que foi o caso da escada, o corrimão, a noite e a iluminação dramática. Eu estou adorando enfatizar os planos, realmente eles fazem toda diferença na composição.


No caso o maior trabalho que tive foi nesse corrimão velho. Queria fazer algo com uma pegada mais medieval, para lembrar um pouco da arquitetura da baixa idade Média. Esses ornamentos florais são tão belos, nada mais justo que colocar numa composição vampiresca. Então eu quis fazer esse corrimão com um efeito de mármore corroído, pedra bem oxidada ou concreto bem antigo. 



Esse também é mais outro que vai pra seleção de trabalhos eróticos. Eu não consigo desvincular os vampiros ao “sensual”. Pra mim um vampiro é naturalmente sexy. 

terça-feira, 19 de maio de 2015

Coníferas e seus reflexos nas minhas utopias

Oi pessoal!





Estava tão pensativa esses dias a respeito de coisas que gosto. De fato um tipo de ambiente que eu gostaria de está é uma floresta cheia de pinheiros com o céu bem estrelado. Poderia ser em alguma floresta nos Estados Unidos ou no norte da Europa ou Canadá para poder ver a aurora boreal. Uma utopia seria ver galáxias e a imensidão de um céu roxo, mas juro que tenho muita vontade de deitar no chão e ver isso. Afinal sonhar é de graça.



Se tem uma coisa que me agrada muito nessas florestas geladas são os pinheiros. Pinus, coníferas ou seja lá o que for são as árvores que eu acho mais bonitas. Nas minhas fantasias o pinheiro é uma espécie de porta para o meu interior, assim como as conchas que remetem às sereias. Portanto eu coleciono algumas pinhas que acho por aí por ser um meio de está em contato com um universo gelado e fantástico. De fato essa variedade se tornou um símbolo para mim.

(foto minha em Asni- Marrocos)


Falando um pouco mais dessa variedade de plantas, as coníferas são gimnospermas e podem ser arbustos ou árvores (em sua maioria). Esses vegetais são capazes de viver muito tempo, assim foram encontrados pinheiros com mais de 4600 anos. A árvore mais antiga do mundo é um pinheiro europeu de mais de 9500 anos. Além do mais, elas são plantas bem resistentes e capazes de sobreviver em climas rigorosos. Elas são uma das plantas mais antigas da Terra.


Uma vez um professor de paisagismo disse que os pinheiros podem resistir a diferentes climas e temperaturas. Sendo assim encontradas até em desertos. De fato elas são as árvores que estão nos locais de invernos mais frios, já outras árvores não sobrevivem a temperaturas tão baixas. Os pinheiros foram as primeiras árvores e cobriam grande parte do mundo. Depois outras espécies foram surgindo e tomando espaço em regiões de climas menos frios e tropicais. No entanto somente os pinheiros sobreviveram em locais extremamente gelados.

(foto minah em Asni - Marrocos)


Os pinus podem ser os abetos, sequóias, chamaecyparis, ciprestes, cedrus, araucárias e outros. Existem também as tuias que são arbustos bastante utilizados no paisagismo.



No paisagismo quando queremos uma atmosfera  mais fria utilizamos os pinheiros, tuias e samambaias. Nem preciso dizer que se um dia eu tiver um sítio vou plantar um tan
to.



As árvores para diversas mitologias eram consideradas mágicas e também uma ligação com os deuses. Assim, a adoração aos deuses eram peitas nos pés das árvores, onde deixavam oferendas. Em algumas religiões xamânicas eram amarradas fitas coloridas nos galhos. As árvores também guardavam espíritos. Alguns grupos xamânicos dos países bálticos levavam pequenos pinheiros para casa na época do solstício de inverno e enfeitavam como de forma parecida com o que hoje fazemos nas nossas árvores de natal. O que de fato esse símbolo natalino nada mais é que uma herança pagã.



A tradição de se levar os pinheiros para casa e enfeita-los foi levada aos povos germânicos. As primeiras árvores de natal surgiram na Alemanha por volta de 1530. Existem hipóteses que essa tradição foi espalhada para o restante da Europa por conta de Lutero.



Quando eu estava procurando alguma coisa relacionada aos mitos e ocultismo vi um texto cristão que dizia que não podemos continuar com a tradição de fazer árvores de natal, pois é algo pagão do capiroto. Pior que realmente tem gente que pensa assim. Ainda bem que não ando com esse tipo de gente.


O xamanismo é um tipo de coisa que eu ainda quero entender mais. Não digo apenas ao que acontecia entre os celtas e nórdicos, mas também aos siberianos, esquimós e índios americanos. 



Quando fiz esse blog eu tinha a intensão de não apenas mostrar meus trabalhos, mas também minhas influências. Eu gosto de natureza nos meus desenhos e principalmente esses ambientes mais frios. Depois que eu comecei a desenvolver a ideia do meu mundo secreto (que agora não é mais secreto, pois conto aqui no blog) certas imagens, culturas, lendas e conhecimentos passaram a fazer parte desse local. Nada mais justo que falar um pouco das coníferas, já que os pinheiros são minhas árvores favoritas e eu queria viver na floresta cheia deles. Assim os bosques de pinheiros, florestas e pinheirais também são paisagens desse meu mundo interior, aliás, as paisagens principais.


(aquarela minha já postada aqui antes)


terça-feira, 28 de abril de 2015

Um pouco de voyeurismo na composição

Oi pessoal!



Vim postar hoje aqui o melhor desenho que fiz até hoje, pelo menos essa foi minha opinião. Digo isso por levar em consideração uma composição mais desafiadora e com mais elementos. Algo que tentei fugir da minha zona de conforto. Ultimamente tenho pensado mais em fazer desenhos mais complexos. Está na hora de aprender mais.



Assim, a composição ganhou perspectiva, diferentes planos, textura, duas figuras humanas em poses mais complexas (sim, pelo menos pra mim é difícil desenhar uma pessoa deitada) e iluminação artificial noturna em ambiente fechado. Além de testar umas técnicas novas para a pele e também marquinha de biquíni na mulher.





A ideia foi sim fazer algo erótico juntando coisas que gosto, como a casa de madeira e noite. Além de fazer um ambiente praieiro. Uma espécie de “tropical love”. Para isso a iluminação artificial em ambiente noturno gera mais dramaticidade e contraste na pele, o que contribui para enfatizar o corpo nu. Para isso eu tive que usar pontos de luz amarelos na pele, o guache usado com moderação ajudou nesse efeito, já que se fosse uma tinta muito transparente como a aquarela talvez não iria aparecer muito. Para isso também usei o pastel seco branco para a luz das luminárias de teto e na texturas da madeira, vidro e também ajudar na iluminação da cortina.





Eu vi que o ambiente estava grande, o que pedia para que eu colocasse mais elementos. Então pensei em algo que pelo menos na minha visão acabou dando certo, uma cortina em plano anterior ao casal! Além de poder usar uma estampa tropical para ajudar na decoração praieira da casa, a imagem teria mais textura (tecido) e iria fazer com que o espectador visualizasse a cena como um voyeur. Além do mais, o quarto onde o casal está teria um elemento para deixar o ambiente mais privado, no entanto com possibilidade do visualizador entrar no cômodo para espiar a cena


Vai aí umas fotos do processo





quarta-feira, 22 de abril de 2015

Aquarela com temática viking sobre papel 200 da canson

Oi pessoal!



Pois é, estou postando bem esses dias. Ainda mais agora que bateu aquela insônia que serve pra gastar tempo postando aqui.


Eu tenho feito alguns desenhos no papel 200 da canson de cor creme. Aquele que é indicado para desenho. A ideia é testar a aquarela nesse papel. Já vi que aquele canson 300 da linha universitária é uma bosta, então quero testar diversos papeis muitas vezes para poder escolher o melhor e mais em conta. Tenho certeza que os melhores são aqueles mais caros tipo arches, fabriano e papel de algodão. O problema é o preço.





Quando fiz aula de aquarela a professora pediu esse canson 200. Ao longo do curso eu acabei comprando o 300 da linha universitária. Quando dei monitoria de aquarela indiquei pro pessoal praticar em aula o papel 200. Agora estou aqui voltando para o 200.


Diversos desenhos e efeitos serão testados nesse papel para ver o que rola e o que não rola de fazer nele. O primeiro que vou postar aqui é o dos vikings. Tinha muito tempo que não desenhada essa temática que tanto gosto.






Já faz um tempo que venho pesquisando a respeito da cultura nórdica, vestimentas, arquitetura e costumes. Para um trabalho de ilustração mais sério é bom a gente fazer uma pesquisa na hora de desenhar as roupas e cenário, caso contrário fica algo super artificial e bem fora da realidade. Até que eu resolvi colocar os personagens com umas roupas realistas de acordo com as pesquisas que fiz.


Para a composição eu quis um cenário em local aberto, pegando um fundo com casas e vegetação. De fato aquela série Vikings ajuda muito nesse lance de cenário. Já que está sendo considerada por muitos historiadores uma série com cenário bem parecido com o original. Assim sendo eu também aproveitei para trabalhar um grupo maior de pessoas, quatro indivíduos, incluindo duas crianças. É bom sair da zona de conforto as vezes.


Foi muita água usada, principalmente para fazer o céu que se funde com a vegetação e o solo. As casas e as pessoas receberam uma quantidade normal de camadas. O problema foi o solo. Eu li em livros e em alguns tutoriais a respeito do sal na aquarela, que serve para chupar água e fazer efeitos de manchas e texturas. As vezes uso essa técnica e da muito certo. No entanto essa técnica é chatinha, depois de um dia toda a água que o sal chupa, ele devolve, ai fica aquela aguaceira toda no papel, podendo até manchar todo o desenho. Portanto é complicado de usar o sal em tempo de chuva, sendo mais indicado na época da seca onde a aquarela seca rapidinho. Essa água que o sal devolve não seca por nada desse mundo no período de chuva, ai a gente precisa retirar com papel toalha.


Essa parte do solo ficou bastante enrugada. E mesmo depois de seco, essa parte ainda está um pouco úmida. As outras partes também ficaram. Só as pessoas e as casas ficaram com um enrugado mais leve. De certa forma eu levo em consideração que o papel é de gramatura 200. Até porque ele absorveu pouco, isso já é um ponto bom. Também não ficou com aspecto danificado e se desfazendo igual a outros papeis que já usei. Ele é um papel bom e em conta, da pra brincar com ele. O problema é fazer muitas aguadas e usar o sal, principalmente em época de chuva, pois fica enrugado pra caramba como mostra na foto. Agora se for para fazer uma aquarela para um trabalho sério já é melhor usar um papel mais resistente.




Nesse trabalho eu resolvi fazer um mix de aquarelas. Usei as winsor e newton e faber castel porque sou maluca. Definitivamente a aquarela da faber castel é muito ruim e depois de seca fica acinzentada. Ela não passa de um guache vagabundo. Não sei o que deu na minha cabeça para misturar as duas. Usei também caneta nanquim 0.1 e 0.05 para acentuar algumas divisões e detalhes pequenos. Não contornei tudo, prefiro usar a caneta nanquim se uma forma mais suave.


infelizmente o scanner deixa as cores mais mortas e estou sem photoshop no momento


Não quero que ninguém se sinta ofendido pelo que falei da aquarela faber castel e do papel 300 da linha universitária. Eu falo essas coisas por já ter testado muito e divulgo minhas experiências e já aconteceu problemas em trabalhos de amigos meus que também pensam a mesma coisa. Portanto o ideal é a gente testar bastante para saber qual material mais se adéqua ao nosso trabalho.




Em breve eu posto mais aquarelas feitas no papel 200 da canson.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

As três sereias platinadas

Oi pessoal!




Já vieram me perguntar se eu desisti de sereias. A resposta é NUNCA!!!!! Eu amo sereias e não abandono esse tema mesmo. Tem duas semanas que eu fiz umas sereias novas já que eu estava muito empolgada em testar umas novas técnicas de pele feita com aquarela.


Queria trabalhar uma composição com mais sereias. Até então o desenho tinha ficado legal, mas o fundo deixando a desejar. Ai fui trabalhando esse fundo com aquarela e guache. Estava melhor do que eu imaginava. Ai resolvi pegar algo que eu usava antigamente, o pastel seco de cor branca para ajudar nas pedras. Usei também o pastel branco na cauda da sereia. Até que eu adorei o desenho! Foi o melhor desenho de sereias que já fiz.



Usei guache e um pouco de caneta nanquim nos cabelos platinados delas.






Quis fazer uma cauda mais elaborada, o que me deu a ideia de criar meio que um catálogo para as coisas que eu for desenhar, como é o caso das sereias. Estou criando no meu caderno de aquarelas uma espécie de portfólio catálogo para servir de referencia na hora de escolher as caudas.


Aquela coisa, você pode usar um mix de materiais para as ilustrações!

domingo, 12 de abril de 2015

Estudo de observação de natureza morta

Oi pessoal!










Quebrando aqui a rotina de postagens de aquarelas. Hoje vim postar um estudo que fiz de observação de natureza morta. Isso mesmo, não usei foto, o que dificulta o processo. Para isso eu armei um esquema de caixa preta como se fazem nas academias tradicionais de pintura e desenho. Colocam o objeto ou escultura numa caixa preta para se trabalhar melhor a iluminação.


Eu nunca tinha feito um trabalho assim e fui teimosa em colocar logo objetos difíceis de pintar. Peguei duas garrafas de vinho, duas taças, um cetim vermelho e uma bandeja. Putz, mas como fazer essa bandeja  ornamentada e esse tecido dão trabalho! Confesso que quase desisti disso e tão cedo não quero fazer outra natureza morta. Eu praticamente desisti da bandeja.


Tentei trabalhar os reflexos e transparências dos elementos, mas o metal realmente não consegui. Terei que treinar mais vezes com um objeto com menos ornamentos.


Para conseguir certos efeitos de sombras eu tive que fazer veladuras bem diluídas do gris de payne, cor que tanto gosto para sombras. 


A maioria das tintas foram as importadas, mas também usei algumas nacionais, já que era apenas um estudo. Vi que o ivory black é bem mais forte e mais preto que o preto de marte, mesmo ambos sendo de boas marcas.


cores usadas



domingo, 5 de abril de 2015

A elfa Glória da Manhã

Oi pessoal!



Passei a páscoa desenhando e pintando, o que foi ótimo! Criatividade a flor da pele! Aproveitei para trabalhar mais a composição e fazer desenhos mais desafiadores. Terminei também um estudo a óleo que eu já estava de saco cheio de fazer.



Já tinha um tempo que estava fazendo um desenho e pegava para pintar aos poucos nos fins de semana. Queria fazer uma composição bem bacana, uma elfa num jardim bem florido. Trabalhei a questão dos planos. Queria também colocar em prática umas dicas de aquarela para figura humana que o Marcelo me passou, mas o papel não favoreceu.


Usei aquele papel da linha universitária gramatura 300 da Canso, o que tem textura listrada. Detesto esse papel. Definitivamente ele só presta para fazer aquarelas rápidas e com poucas camadas. O desenho da elfa tiveram MUITAS camadas, logo muitas partes ficaram danificadas. Esse papel é pouco resistente embora sendo de boa gramatura. Além de absorver, a água dissolve fácil e fica uma coisa meio porosa onde a gente passa muitas camadas de aquarela. Há quem goste desse papel, mas aqui eu coloco minha experiência e ponto de vista. Ele não é um material bom para os meus trabalhos.


Eu usei um pouco de guache. Semana passada uns amigos meus estavam falando algo interessante para se pensar. Eles disseram que realmente tem preconceito com guache e que não desassociam o material a um item escolar. Por um lado eles não estão errados, isso se pegar esses guaches baratinhos por aí. Mas é possível fazer coisas legais com guaches melhores. Eu geralmente uso quando quero algo opaco, alguns efeitos de luz ou então para corrigir erros. A opacidade do guache me ajuda a corrigir cagadas, como aconteceu nesse desenho. Esse papel é tão miserável que absorvia água e manchava o desenho todo. Manchou muito do cabelo da pobre elfa. Ai no caso eu esperava secar e passava um guache diluído por cima. O segredo do guache da Talens é diluir um pouco na água. Ele é bem forte.



Eu gostei bastante do desenho, mas realmente se eu tivesse usado um papel melhor teria tiro resultado mais satisfatório. Olhem como essas linhas atrapalham! Ta certo que o outro lado desse papel é liso, mas nessa folha o lado liso estava sujo, hahahaha e era a que estava mais próxima no momento.


Aí ficou pronta minha elfinha Glória da Manhã. Ela tem esse nome por ser a elfa que cuida das flores glória da manhã do reino de Amandopia. Acabou se tornando presente para meu amigo Leo que me acompanhou por whats todo o processo!





Tirei umas fotos bem ruinzinhas do passo a passo, mas achei interessante postar aqui. Eu pelo menos adoro ver fotos dos processos.









segunda-feira, 30 de março de 2015

Estudos de figura humana no papel de algodão da canson

Oi pessoal!


Já tinha um tempo que queria comprar papeis para aquarela que fossem realmente bons. Porém o Arches e o Fabriano são muito caros. Até que achei um papel de algodão de gramatura 300 da Canson. Não foi barato, cerca de 58 reais o bloco A4, mas comprei, já cheguei na loja sabendo que iria gastar dinheiro. Aproveitei para pegar um com pouca textura para fazer umas aquarelas mais realistas.





Já disse algumas vezes aqui que eu odeio quando o papel absorve a água. Isso estraga a pintura. Aquele canson da linha universitária é ótimo para absorver. Nunca mais compro esse papel.


Eu queria colocar em prática umas dicas que o Marcelo me deu para pintar figura humana de uma forma mais realista. Seguindo algumas ideias de cinzas e luz e sombra da pintura a óleo tradicional. É realmente bem mais bonita e mais fácil do que o jeito que eu fazia antes misturando o verde nas sombras.


Enfim, eu testei o papel. Gostei muito. Realmente o papel feito com algodão é bem melhor para aguadas do que o feito de celulose. As vezes na aquarela a gente precisa suavizar e também tentar apagar um pouco da pintura, mas quando se faz isso num papel vagabundo ele acaba estragando e impede de apagar. Já o papel melhor não vai estragar fácil e podemos criar esses efeitos com mais facilidade.



Se comparar com o Fabriano, esse outro é inferior. Mas não significa que é ruim, pelo contrário, é ótimo! Com certeza vou comprar mais vezes!




vai aí os dois estudos de figura humana feitas nesse papel lindo baseados em Bouguereau