segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Elfas no jardim de heras

Oi pessoal!



Estava querendo aproveitar a seca para brincar com aquarelas. Essa é a melhor época do ano para isso, seca rapidinho. Fiz um desenho de duas elfas, mas achei que estava muito ruim. Muito estático e sem nenhuma ligação uma com a outra. Então eu deixei esse desenho de lado, até que resolvi consertar.


A elfa da esquerda tinha o cabelo cacheado e semi preso, mas algo me dizia que não estava bom e soltei os cabelos dela e alisei, ficou bem melhor. Não que eu tenha algo contra o cabelo cacheado, mas o desenho não estava legal.


Até que fiz o jardim de heras, uma planta trepadeira muito utilizada no paisagismo de países de anglicanos. Quando eu morei no Canadá vi muitas casas cobertas de heras e eu achava tudo muito lindo. Assim essa planta pra mim serve como uma lembrança de um local frio. Só que toda vez que eu fazia algum desenho com essa planta ficava uma bosta. Dessa vez deu certo!




Os materiais usados foram aquarelas, guache nos detalhes das folhas, caneta nanquim e uma caneta marcadora verde da Tombo. Eu demorei uns 3 dias pintando. Queria fazer algo mais detalhado. Gostei do resultado. Foi a primeira vez que fiz sardas nas personagens, em especial na elfa da esquerda. Uma pena que estou sem photoshop, as cores ficaram mais vivas, mas o scanner não capa perfeitamente a imagem. 





quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Casas em enxaimel

Oi pessoal!



A Era Medieval é um período que influenciou e ainda influencia gerações de escritores, artistas, cineastas e nerds. Por mais que hoje em dia sabemos que viver naquela época não era nada bonito como o romantismo colocou, ela não deixa de ser uma época que por muitos é o assunto favorito ao se tratar de História.


São os costumes, vestimentas, música, comida, arte sagas, reis, rainhas, príncipes, princesas, bruxas e lendas que nos encanta e em especial, a rusticidade da época. Os castelos, florestas e as cidades medievais vistas por um lado mais romântico viram verdadeiros cenários fantásticos na nossa mente. Assim eu queria muito poder viver num lugar bem frio, usar vestimentas baseadas naquela época e morar numa casa rústica de madeira e pedra. Claro que tudo com conforto, como já disse, uma visão romântica da época.


Eu tenho juntado imagens de casas da época e resolvi estudar um pouco as construções enxaimel. Para quem não sabe, são aquelas casas com a estrutura aparente, que é típico no sul do Brasil trazido pelos alemães.



O enxaimel é uma técnica de estrutura rígida de madeixas encaixadas e com preenchimento de alvenaria. É um método muito antigo e que foi bastante utilizado na Idade Média na Europa. Não se sabe ao certo sua origem, mas sabe-se que são mais é na Alemanha e Áustria. Esse tipo de construção é um momento na História da Arquitetura onde as casas deixaram de ter estacas fincadas no solo para melhor estabilidade, que passou a ser solucionada com melhores encaixes das peças de madeiras que ficam aparentes. O telhado deve ser colocado antes de preencher os vãos para que seu peso torne a estrutura mais firme.








As disposições das peças de madeira são nos sentidos verticais, horizontais e diagonais e o preenchimento é com barro e pedra ou tijolos. Sua construção não é fácil e necessita de ferramentas e estudo para isso, ainda mais naquela época que não existia sistema de medição. Tudo era construído de modo empírico, ou seja, método de observação, tentativa e acerto. Podemos dizer que a engenharia e arquitetura se desenvolveu muito.


Para medir as coisas, eram aditados medidas de pés e polegadas, geralmente de algum rei ou senhor feudal. Portanto cada cidade tinha um sistema de medição diferente, pois cada uma tinha um rei.



Naquela época também haviam as guildas que formavam artesãos, ferreiros e carpinteiros onde o conhecimento era repassado. Portanto há diferenciações, cortes e encaixes diferente. Houve também evolução na técnica construtiva.


A Alemanha algumas casas de enxaimel tem 800 anos, ou seja, na alta Idade Média, no entanto a técnica é muito mais antiga que isso. Muitas dessas edificações são de 2 a 4 andares com muita história e significado cultural envolvido. Assim o país se preocupa muito com a preservação dessas construções, mesmo sendo simples quartos ou salas.















As construções viraram rotas de turismo na Alemanha, são cerca de 3 mil quilômetros e 100 cidades ou vilas todas em enxaimel, com mais se 7 séculos de história e cultura e dizem que nenhuma casa é igual a outra. O “passeio” se estende do rio Elba até o Lago de Constança, passando por seis estados alemães: Niedersachsen, Sachsen-Anhalt, Hessen, Thüringen, Bayern e Baden-Württemberg. Nessas regiões são feitos festivais, feiras gastronômicas e entretenimento para atrair os turistas. Com certeza é uma rota de viagem que eu irem fazer algum dia!



terça-feira, 22 de setembro de 2015

E para esse calor...

Oi pessoal!


E para esse calor...



O que temos é arrumar alguma diversão num local úmido com quem gostamos, que tal uma banheira?


Aquarelar na seca é muito bom, seca rapidinho!


Esse foi bem pequeno, tamanho A5,  aquarela

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Espelho - noites de narguilé, aquarela e guache

Oi pessoal!



Esse fim de semana peguei um papel de boa qualidade, o Moulin du Roy da canson, aquele que é bem liso e de algodão. O que eu queria fazer levaria muitas camadas, sendo assim necessitava de um papel mais resistente e de melhor qualidade. Gosto de falar dos materiais usados, pois assim contribuo com dúvidas frequentes que existem por ai. 


A ideia era fazer mais uma vez os desenhos das noites mágicas de narguilé, mas esse com uma conotação mais erótica. Acho que já está na hora de mostrar que mulher também tem vida sexual e que a arte e ilustração erótica não está voltado apenas ao público masculino, mas sim para ambos. Sempre tive uma colocação bem feminina nos meus trabalhos, assim junto o útil ao agradável.


Já tem um tempo que estou trabalhando composições mais complexas, como inserir mais figuras humanas nos desenhos, melhor perspectiva, planos, cores intencionadas para melhor profundidade, melhorar a anatomia e luz e sombra. É muito difícil e sei que tenho muito o que aprender. Assim me deu a ideia de fazer um ambiente noturno (já que toda a série do narguilé é noturna) num banheiro, onde tem o espelho e as luminárias da pia. Um trabalho de perspectiva e planos que exigem muito da gente. Logo o espectador participa da cena como se ele também estivesse no banheiro. Estou gostando desse tipo de brincadeira com o espectador nos meus trabalhos. 


Sim, procurei fazer a menina mais realista ao invés daquele corpo perfeito que normalmente é explorado pelos ilustradores. Portanto fiz uma mulher mais natural com suas gordurinhas localizadas. Outra coisa foi deixar o homem, que está em um plano inferior, totalmente nu. Geralmente há muito receio em desenhar o pênis, então o povo costuma fazer somente a bunda ou colocar algo para cobrir a genitália masculina.


O lance de deixar o cara em um plano diferente da menina foi para ajudar na perspectiva e também criar uma dinâmica maior entre o cara que está indo para o banheiro fumar com ela. Quis deixar claro que o casal acabou de "fazer" e estão relaxando com o narguilé. A mulher observa o corpo nu do rapaz ao fumar. A fumaça que no desenho ficou no rosto dele foi para ajudar nesse plano de fundo.



Procurei enfatizar as cores da luz amarela da luminária da pia e o roxo das sombras e planos de fundo. Esta na hora de estudar iluminação, algo que tem muito a contribuir nos trabalhos de figura humana. 

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Piquenique na montanha misteriosa - filme

Oi pessoal!



Se existe um filme nesse mundo em que eu considero uma verdadeira obra de arte é Pique nique na montanha misteriosa (Picnic at Hanging Rock). Uma das coisas que eu considero muito na vida é a beleza, aquilo que é belo. Algumas pessoas podem achar que isso seja fútil,  não importo eu taco o foda-se, pois ninguém que pensa assim deposita milzinho na minha conta.




É belo por quê? Por que uma obra de arte? Porque ele é a soma de muitos pontos positivos, expressivos e perturbadores. Além do mais a fotografia e imagem é linda. Sendo assim esses fatores fazem dele um filme único e inesquecível, além de fazer com que os nossos questionamentos martelem na nossa mente. 




O filme acontece na Austrália em 1900 em uma escola vitoriana só para meninas, uma espécie de internato para burguesas aprenderem boas maneiras e suas obrigações. Sendo assim, toda a rigidez da época em relação aos valores da alta sociedade, principalmente como uma mulher deveria zelar por sua honra. Logo é um ambiente que cobra que uma moça deve gostar de poesia, ser pura, romântica, culta e submissa. Todos esses fatores aparecem no ambiente escolar e na trama.





O filme se inicia na manhã do Dia de São Valentin, onde as lindas meninas se vestem com vestidos de cores claras, quase puxando para o branco. Um grupo delas aparecem apertando os espartilhos, uma a uma de fila apertando o espartilho da outra. Todas arrumam seus cabelos com a ajuda das amigas. Muitas recebem cartas de Dia de São Valentin e recitam versos de amor. Até que elas descem as escadas e vão em direção a porta principal da escola. A diretora, a senhora Appleyard aparece e dá início ao passeio a Hanging Rock. Nisso a diretora fala para as alunas honrarem o nome da escola e ao mesmo tempo a gente interpreta como: “seja uma boa moça”.




Essa cena inicial é doce e faz com que a gente compreenda todo o contexto vivido pelas alunas. É comum a gente notar nesses filmes de época que as moças se vestiam com cores claras assim como aniversariantes de 15 anos de até um tempo atrás. As cores claras seria uma espécie de representar a pureza, por isso noivas se casam de branco. Percebemos então toda uma atmosfera de pureza e repressão no ambiente feminino da escola. Também o espartilho, mesmo eu considerando uma peça que não devia ter saído do guarda roupa e que eu ache perfeito, foi considerado como um objeto de opressão pela forma perfeita da mulher. Portanto mais um ponto na trama para representar os valores morais da época e ao mesmo tempo o erotismo.




Ainda no início, uma moça loira, a Miranda (Anne-Louise Lambert) começa a ler em voz alta uma carta de São Valentin. Não sabemos ao certo se ela recebeu de um pretendente, ou se sua colega de quarto que também está no quarto. A colega de quarto Sara (Margaret Nelson) durante toda a trama Sara demonstra que ama Miranda. Provavelmente é apaixonada por ela. Até que Miranda vira e fala: “Você precisa aprender a amar outra pessoa além de mim Sara, não vou ficar aqui por muito tempo”.





Essa frase perturba o espectador durante todo o filme. A gente não sabe se o sumiço de Miranda e das outras garotas tem relação com isso. Também se ela estivesse apenas dando um fora na colega em função de um namorado e ela não pretende se relacionar com Sara. Ou apenas um simples comentário de quem um dia terá que partir e se preocupa com a amiga. O que importa é que suas palavras nos perseguem o tempo todo.

Devido a falta do pagamento da mensalidade a diretora não deixa Sara ir ao passeio. Então todas as meninas e duas professoras vão em direção a montanha. Uma delas também se veste com cor clara que nem as alunas. Já a outra usa uma roupa escura, é mais velha e com mais sabedoria. Nisso, as alunas fazem um piquenique no local, partindo bolos e comemorando o dia especial. Até que na hora do descanso, muitas alunas resolvem dormir, outra característica da vida das garotas burguesas da época: cochilar depois do almoço.



Enquanto isso, a sra. Appleyard pede para que Sara recite um poema, já que recitar versos era uma das lições da escola. Era de bom tom que toda moça soubesse poesia. No entanto a aluna disse que não havia decorado, mas que tinha criado outro e tinha mais versos que o poema exigido. Quando Sara começa a recitar a professora manda parar e exige que a aluna decore o outro poema, mais um pouco de opressão por parte da diretora.

Durante toda a trama a gente percebe que Sara era bem diferente das outras meninas. Queria fazer versos, ser diferente, ser apaixonada por uma garota, não sabia se portar como uma moça, ser homossexual? Ou será, ela descobriu o amor??? São muitas as nossas dúvidas em relação ao que acontece com ela. Com certeza é uma intensão de mostrar que há algo acontecendo com a personagem. 




Chega o momento em que coisas estranhas acontecem na montanha. Os cavalos relincham, os pássaros começam a fugir do nada, o relógio para de funcionar, um som se flauta. São coisas sobrenaturais que acontecem ao meio dia. Então Miranda e mais duas alunas resolvem subir a montanha.  A professora mais velha também sobre como se estivesse sentindo a necessidade de buscar algo ou explorar o lugar. Uma aluna gordinha segue suas colegas que vão em direção a algo que não sabemos. Mesmo com a colega lutando para que elas não fossem tão longe, as garotas continuam indo como se nada tivesse acontecendo.

É na montanha onde as três garotas passam a ignorar o mundo, sentir pena da gordinha e também de quem não tem propósito de vida. Dá para entender que Miranda também sente a mesma coisa e talvez até desprezo por Sara. Até que uma delas fala: “é surpreendente o número de pessoas sem um propósito. Desconhecidas a si mesmo. Tudo tem um começo e um fim. Na mesma hora e no mesmo lugar”. Da a entender que as outras duas compartilham da mesma visão. Assim as três alunas e a professora desaparecem na montanha.


Ao voltar da escola a professora da a triste notícia do desaparecimento das alunas e da professora. O que a diretora pediu no início do passeio não foi realizado e a escola passa a ser mal vista. Algums pais tiram suas filhas da escola e tudo começa a entrar em crise. Até que sabemos que Sara na verdade é órfã e seu tutor não está mais pagando a mensalidade, logoela é avisada sobre sua situação na escola. No entanto ela parece mais triste com o fato do sumiço de Miranda. Ela conta para a zeladora que Miranda disse que não voltaria mais. Aquelas palavras de Miranda continuam perturbando a nossa mente.  

Durante todo o filme uma atmosfera do adolescer e de se tornar uma mulher envolve os personagens. Há o início de uma descoberta sexual, não só por parte das alunas, mas também pelo garoto que fica encantado com as três meninas que sumiram. Além do mais, durante toda a trama Miranda é tratada como uma pessoa de beleza única. A frase de sua professora enquanto ela olha uma imagem da vênus de Botticceli “Agora eu sei. Eu sei que Miranda é um anjo de Botticceli”. Miranda é aquela menina que encanta a todos com sua beleza.  




Nisso que o garoto observa as meninas outro rapaz, seu empregado começa a falar coisas “grosseiras” a respeito do corpo delas. Até que o garoto fala que ele não devia falar coisas tão cruéis e recebe a resposta: “eu digo coisas cruéis, você só pensa nelas”. O garoto que também era da alta classe social tem uma educação de lord, mesmo assim há um despertar sexual nele. Tanto é que mesmo que a polícia dissesse que não tinha encontrado as alunas, ele foi atrás e acha uma delas. Outro ponto perturbador é que ele aparece paralisado com um pedaço do vestido de uma delas na mão.





A garota encontrada não morreu e recebeu todos os devidos cuidados médicos. A maior preocupação da sociedade e também da escola é saber ou não se ela ainda estava “intacta”. Porém essa não é a perturbação maior do espectador e também do médico que fala que daria tudo para saber o que aconteceu naquela montanha. Ao acordar a garota encontrada não se lembra nada do que aconteceu.


Sara recebe a última alerta da Diretora, mas o desaparecimento da amiga é mais doloroso que sua expulsão da escola. Ela conta para a zeladora que é órfã e quando criança no orfanato ela sonhava em trabalhar num circo e usar um vestido cheio de lantejoulas, mas seu cabelo foi raspado e sua cabeça tinha sido pintada com violeta de genciana, como uma espécie de reprimir os sonhos da garota. Ao mesmo tempo o empregado do garoto diz que tem uma irmã, mas que não sabia onde ela estava, fazendo com que chegamos a conclusão que Sara é sua irmã. No final do filme ela é encontrada morta assim como a profecia que as alunas que sumiram disseram.



Mais uma vez para lembrar dos valores da época há uma cena em que a diretora da escola comenta algo a respeito da professora que sumiu. Ela diz que não compreende porque a senhorita McCraw se deixou levar por uma aventura juvenil, logo a professora que ela considerava com um intelecto másculo, atribuindo o masculino aos conhecimentos e educação da professora. Mais uma vez o despertar sexual que bate na porta e agora podemos assimilar o desaparecimento das garotas com a data especial, o Dia de São Vatelin, dia dos namorados e dos amantes. A medida em que elas sobem a montanha peças de roupas são deixadas para trás e passam a andar descalças. Seria então algum tipo de crime sexual? Ou seria a montanha uma espécie de personagem que representa o desejo e o desaparecimento delas está relacionado com o rompimento com tabus da sexualidade feminina? Afinal, a professora que era sexualmente reprimida se deixou levar por uma aventura juvenil e desaparece na montanha que nem as alunas. 



A resposta não é revelada. Sabe-se que depois de alguns anos foi dito que o caso não era real e sim fruto de um romance de ficção relacionado à montanha que nativos diziam que aconteciam desaparecimentos no local sem nenhuma explicação. 

O filme é vendido por aí com cortes do original, inclusive o DVD que eu tenho não tem o final onde a sra. Appleyard resolve ir até a montanha para ver o que aconteceu. Até que ela encontra o espírito de Sara que tanto a assombra, fazendo com que ela caísse morta no chão. Vi esse final no youtube. 



Durante muitos momentos o som da flauta inquietante aparece e mesclarem de imagem das personagens condicionam o clima de suspense, beleza e inquietação. As cores usadas, os penteados das meninas, as vestimentas antigas de cores claras, espartilhos, a conotação sexual e a música formam uma atmosfera de beleza e erotismo.




Não sou nenhuma crítica de cinema e nem muito fã do cinema cult. Mas esse é meu parecer de um dos meus filmes favoritos. Também publicarei essa mesma postagem no meu outro blog que serve como um diário meu. 

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Um pouco de aquarelas da Pentel

Oi pessoal!



Estou criando uma série de aquarelas noturnas e com pessoas fumando narguilé. Mais um motivo para estudar melhor a iluminação noturna, tanto em ambientes fechados e abertos. Também quero aproveitar para fazer figuras com poses diferentes ou até inserir mais gente numa composição. Eu á fiz outras aquarelas dessa série, mas ainda não postei aqui.



Tinha muito tempo que não usava minhas aquarelas da Pentel, um joguinho de 12 cores que comprei em 2011 na época que comecei a fazer aula de aquarela na Casa das Artes. Passei um bom tempo pintando só com elas. Até que minha mãe trouxe da Europa umas cores da Winsor e Newton e acabei então usando apenas essas melhores.



Me bateu uma vontade de pintar com as tintas da Pentel, á que a cada ano que passa a gente aprende mais coisas. Resolvi testar depois de muito tempo neste desenho da mulher hippie fumando. De fato, ela não é uma boa aquarela. A princípio ela parece bem pigmentada e isso é bom. No entanto depois que a gente passa a segunda camada acontece a merda, o pigmento da camada debaixo se solta e faz muita mancha. Sei que é bonito manchas na aquarela, mas nem sempre é o que a gente pretende. Ela se torna um material mais difícil de controlar. Portanto para um trabalho mais detalhado e mais realista ela não é uma boa opção. Além de ficar mais acinzentada.








Cheguei a conclusão que agora só compro cotman pra cima porque sei da qualidade que elas tem. 

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Noites aconchegantes com narguilé

Olá!


A ideia de fazer uma aquarela por dia é realmente difícil de manter. Semana passada fiz três desenhos que me agradaram, embora um deles acabou ficando desproporcional. Um foi a das três sereias, outros dois de casal em cabanas de madeira fumando narguilé. Agora a pouco acabei de pintar um deles e vim aqui mostrar como ficou.


Eu acabo colocando um pouco de mim e das coisas que gosto nas minhas aquarelas. Meu sonho é morar numa casa de madeira no campo, além de passar noites interessantes e cheias de vida e histórias para guardar para sempre.







Mais um outro trabalho de iluminação noturna. Realmente eu ainda não cansei de tentar aprender iluminação.




Em breve mais outros desenhos com narguilé irão aparecer por aqui. 

terça-feira, 7 de julho de 2015

As três sereias solitárias

Oi pessoal!


Que ideia difícil essa de fazer uma aquarela por dia. Não segui, mas ontem fiz 3 desenhos que me agradaram e essa madrugada colori dois deles. Na verdade o segundo ainda precisa de uns retoques, então ele não estará nessa postagem.


Esse foi o primeiro que fiz, das três sereias solitárias. A princípio eu queria ter feito uma pintura noturna, mas mudei de ideia. Então pensei na iluminação natural do dia, mas com um pouco de uma atmosfera fria que fizesse um semicírculo na parte superior da composição. Assim com o rabo da sereia tudo fecharia num grande circulo a composição. Assim é como se esse semicírculo acinzentado da parte superior separa o mundo das sereias da praia que seria o mundo dos humanos, pata que tudo transmitisse uma sensação de separação entre dois mundos.


Já tem tempo que vou criando as espécies das sereias para ajudar na hora de escolher suas cores e recortes dos rabos e nadadeiras. Quis que elas tivessem as cores daqueles peixes laranja de brilho dourado. Tenho feito isso num caderno de papel 200 que seria um portfólio para que eu possa usar na hora de escolher texturas e recortes das sereias e outras coisas.


O clima seco do inverno tem contribuído para as aquarelas, que secam mais rápido pela falta de humidade. Assim aquela técnica do sal na aquarela deu muito certo nessas pedras, a textura ficou show.


Tem tempo que estou de olho nas cores para se enquadrarem melhor nas composições, ajudando a criar efeitos de profundidade e planos, além é claro do contraste entre elas. Assim certas figuras tem coloração nos cabelos determinado pelo o que a composição está pedindo. Não é bom por exemplo colocar uma moça ruiva num fundo mais avermelhado, nem loiros em um fundo amarelado. A composição precisa do contraste e também de cores que saltam e outras que afundam tal elemento. Assim também é a escolha das cores quentes e frias.


Usei guache para certos detalhes na cauda e nas nadadeiras


Vai aí então para vocês as três sereias solitárias






Lembrando que essa também é uma imagem do ambiente aquático do meu reino utópico para onde eu vou depois de morrer. 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Bruxa no campo

Oi pessoal!


Agora que estou de férias quero produzir. Assim que terminei uma aquarela hoje pensei: “que tal fazer uma por dia?”... Bom, ao menos vou tentar. Vai aí então o desenho que fiz hoje.







O problema dessa aquarela foram as cores. O fundo laranja do outono dificultou muito para a escolha das cores do primeiro plano. Precisava de cores mais fortes mais saltar o desenho. Eu devia ter feito o fundo um pouco mais morto ou mais pastel para facilitar o primeiro plano ficar mais pra frente. Bom, fiz o que pude. Sei que o azul é a cor que mais contrasta com o laranja, mas não queria a roupa dela azul. 


Fiz essa aquarela no papel fabriano que é por sinal maravilhoso. Eu comprei há um tempo a folha grande que vende avulsa, o bloco é muito caro. Realmente é um papel que permite muitas e muitas camadas sem ficar danificado.