domingo, 8 de fevereiro de 2015

Um estudo com amarelos e efeito de desfoque

Oi pessoal!





Final do ano eu estava fazendo uns estudos de pintura e me lembrei de uma atividade que fiz há alguns anos com cores puxadas pro amarelo. Peguei uma tela tipo caixote que tinha aqui em casa ainda na embalagem e mandei bala.


Peguei uma linda foto que achei e quis fazer algo mais impressionista, mais nebuloso. Com os cabelos sumindo junto com o fundo. Esfumacei bastante para parecer uma imagem desfocada. Até gosto um pouco desse efeito. Ando numa vibe campestre.


Usei as tintas nacionais eu tenho aqui. Bom, nisso eu vi que tinha um ocre da marca águia que era mais óleo e carga do que tudo. Bastava misturar um pouquinho de outra cor que ela sumia. Ou seja, um quadrinho desse tamanho levou quase o tubo todo da tinta águia. Sim gente, tinta boa rende mais. Além do mais, eu esperei secar para passar o verniz de retoque, no entanto a merda da tinta só aparentava seca. Ai eu passava o verniz e tirava um pouco da tinta e ela espalhava. Bizarro. Só depois de 2 meses consegui passar esse verniz sem estragar tudo. Mais outro motivo pelo qual estou aposentando minhas tintas nacionais.


Eu não me lembro bem as cores usadas. O ebauche(a camada marrom que marco as sombras) eu fiz com sombra queimada, como quase todos os quadros que pinto.  Depois lembro que usei branco de titânio da corfix, amarelo de Nápoles, ocre, vermelho da china, sombra natural, amarelo limão, amarelo de cádmio e preto.



Só pra constar, amo cabelos!!!! Quero ainda aprender a pintar cabelos!!!



Infelizmente não consegui tirar uma foto que prestasse.







zoom


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Paisagens nebulosas

Oi pessoal!




Não, dessa vez é aquarela e não óleo.


Esses dias minha amiga Mayra veio dizer que adorou Amandopia e que isso está sendo bem inspirador para ela. Disse a ela que é um tipo de mundo interior que cada um tem e que se for praticado em pensamentos e imagens você chega mais perto dele. As coisas parecem ser mais inspiradoras e mais acolhedoras quando passamos a praticar esse mundo. Disse para ela que o pinterest com tantas fotos interessantes me ajudaram muito. Outra coisa foi na criação das paisagens.



Esses dias eu estava tendo uma daquelas noites criativas e peguei uns papeis que há um tempo atrás manchei de café propositalmente para parecer papel velho. No entanto não tinha feito nada neles. Até que nessa noite criativa comecei a praticar um pouco de Amandopia. Peguei minhas aquarelas e fiz manchas. Trabalhei a pintura molhada. Procurei usar pouco o linear e não usei lápis em momento algum. Usei máscara em alguns trabalhos para fazer estrelas.



Amandopia é um local em que na maioria das vezes é frio as vezes tem névoa nas florestas. É um local cheio de bordos e pinheiros, bosques, fiordes, praias, campo, vilas e cabanas de madeira. Muita neve também, além da aurora boreal e o céu tão estrelado que as vezes é possível ver galaxias bem coloridas.



A aquarela é um recurso ótimo para conseguir efeitos nebulosos que eu tanto gosto. Em especial com a mistura de griz de payne, índigo, neutral, violeta, magenta, marrom e ocre.




São todas em tamanho A5. 









terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Marina em Amandopia - óleo sobre tela

Oi pessoal!




Mais um quadro a óleo terminado. Dessa vez não foi um estudo. Pintei um retrato da minha amiga Marina. Foi com base em fotografia que fizemos usando coroa de flores. Na última vez que ela veio a Brasília tiramos muitas fotos lindas, fotos que remetem ao meu reino Amandopia. Pra quem não sabe o que é Amandopia, é o meu mundo imaginário onde tudo é lindo do jeito que gosto. E não to nem ai pro julgamento dos outros, kkkkkk.


(sim pessoal, agora estou assinando minhas pinturas e to nem aí para o que a Universidade pensa)



Essa foto foi tirada no Parque Olhos D’águam, portanto a figura está dentro da vegetação. Mas que coisa trabalhosa é essa de pintar vegetação e flores! Caramba, não pensava que pintar flores fosse tão chato! Pior que eu amo flores e coroas de flores. Tenho certeza que não resistirei e pintarei mais quadros assim.



Eu tenho notado o quando é bom trabalhar num suporte bem preparado, com as camadas de gesso acrílico. Essa tela eu comprei no Aleixo la no Sudoeste e aproveitei pra passar mais duas camadas de gesso acrílico. Adoro pintar na superfície lisa. Não aquela totalmente lisa que a gente não ver a textura do tecido, mas aquela que quase cobre a textura. É diferente também porque você percebe que é muito mais resistente do que telas de papelaria.





Eu tinha dito na última postagem que eu estava economizando meu flake White (o branco de chumbo) para usar só nas aulas, mas que não queria usar o branco de titânio da corfix por ser marca nacional e demorar a secar. Para não precisar de usar o branco de zinco da winton (zinco não é bom) eu fui la na loja comprar um branco de titânio da winton, mas não tinha. Só tinha flake White HUE, o que é diferente do verdadeiro flake White. O HUE só imita a cor, os pigmentos dele são titânio e zinco.



Usei dois pretos, o de marte e o ivory black. Comecei a fazer a vegetação com o de marte, mas parece que ele perde a cor, é estranho. Usei também o vermelion da Van Gogh, um vermelho bem aceso.


Ainda em relação as tintas, eu senti a necessidade de um azul mais escuro que o cerulan blue. Usei o gris de payne da gato preto que tinha aqui. Não queria usar tintas vagabundas, mas era a que tinha. Vou demorar um pouquinho pra comprar outras cores da winton, esperar ter mais dinheiro, kkk.



As cores usadas foram:


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Outono em pinceladas mais soltas

Oi pessoal!



Voltei a ter problemas com minha câmera, então tive que tirar as fotos de celular. O quadro que posto hoje aqui no blog também foi um estudo. Quis trabalhar a preparação de tela da forma que aprendi nas aulas e fazer a pintura mais solta e impressionista. Poucas vezes na vida pintei assim.




Diferente da maioria dos meus trabalhos, esse eu usei cores quentes. Trabalhar as cores do outono dos países gelados e os cabelos ruivos da menina. Me bateu tanta saudade do Canadá, aquele país perfeito do outono mais lindo do mundo! Quis um pouco de movimento com as plumas voando e fazendo uma diagonal na composição.






Foram poucas vezes na vida que fiz a pintura mais solta. Antes eu fazia a vegetação com batidinhas com a ponta do pincel. Aquela técnica de ateliê de vovozinha, kkkk. Quis tentar algo diferente e mais expressivo.





Tive alguns problemas com esse quadro, pois eu quis usar as tintas nacionais que tinham aqui. Usei as importadas só para a imprimatura. As malditas tintas nacionais nunca secam.



Cores usadas



quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Estudo de retrato

Oi pessoal!




Terminei duas pinturas a óleo!!!  Aproveitando as férias pra fazer meus estudos! Esse quadro que vou postar hoje foi um estudo de pintura realista. Estou longe de fazer algo foda, mas espero que algum dia eu consiga!





Bom, uma vez meu professor de pintura me disse que um quadro só termina quando a gente passa a última pincelada. Não sei se posso dizer que eu dei a última pincelada no quadro, mas resolvi parar por aqui. No entanto eu passei muitas camadas e gostei do resultado. Ficou uma pintura encorpada, sem ser aquela coisa fina que eu fazia antes de entrar na aula de pintura. Embora eu fazia há dois anos atrás a pintura em camadas, eu acha que devíamos misturar muito óleo na pintura e fazer mil veladuras. Enfim, também não entendia os cinzas das sombras, tinha aquela ideia de sombra marrom ou cinza da mistura de preto e branco. A coisa na verdade é bem mais complexa.


Outra coisa que não posso negar MESMO é a qualidade dos materiais. Sim pessoal, quando comecei o blog eu achava que essa coisa de comprar material caro era balela e “ahhh, artista que é bom faz obras maravilhosas com qualquer material...”. Não que isso seja impossível, já vi coisas boas com material barato, mas realmente a qualidade do material influencia MUITO. É diferente uma pintura feita com tinta boa pra que é feita com acrilex e gato preto da vida! Outra coisa também é a durabilidade. Além do mais, a tinta boa seca muito mais rápido que a tinta nacional. Sério gente, dependendo seca em um dia e podemos trabalhar por cima logo. O que agiliza muito o trabalho.


Em relação a isso, já vieram me dizer que artistas do passado demoravam a terminar quadros por conta da tinta que demorava a secar. Ok, mas naquela época as tintas eram feitas com pigmentos bem diferentes dos industriais, além do mais, eram feitas no próprio ateliê do artista. Assim, as tintas eram produzidas por seus pupilos da forma que mais agradava o mestre.


Ahhh, já estava quase me esquecendo, o branco usado foi o branco de zinco. Infelizmente era o único branco de marca boa que tinha aqui. Não queria usar o pouquinho de branco de chumbo que tenho aqui, prefiro usar nas aulas. Também não queria usar o branco de titânio da corfix. Antes eu achava que o branco de zinco era algo bacana e que a transparência dele era indicada para efeitos transparentes. Pode ser que ele tenha alguma vantagem. Eu li num livro que ele é o branco que menos amarela com o tempo, no entanto é o menos permanente. Craquela fácil. 


Vem ai um pouco do processo






Chegando nesse ponto da foto abaixo eu fiquei muito frustrada achando que nao daria certo nunca. Respirei fundo e fui em frente.




detalhe



cores usadas: branco de zinco, amarelo de nápoles, amarelo ocre, flesh tint (amarelo nápoles carne), vermelho de cadmio, alizarin crimson, sombra queimada e ivory black (preto)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Estudo de figura humana

Oi pessoal!



Estava fazendo uns estudos a óleo, pintura de figura humana. Resolvi começar a primeira camada com o gris de payne, queria tentar algo mais frio, mais azulado. Fiz uma menina ruiva de costas.


O suporte foi uma tela pequena de mdf que eu preparei com gesso acrílico.








 Infelizmente ainda não sei fotografar quadros.
Dessa vez a única tinta vagabunda que usei foi o gris de payne da primeira camada, o resto usei apenas tinta de qualidade, o que fez com que as camadas secassem mais rápido que quando eu uso tinta nacional.



As cores usadas foram: gris de payne, branco de zinco, amarelo de Nápoles, flesh tint (amarelo de Nápoles carne), vermelho de cádmio, sombra queimada e preto.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Não, a foto não faz isso!

Oi pessoal!


Eu demorei, mas estou de volta! Demorei em primeiro lugar por conta dos trabalhos finais. Depois acabou que eu tive um problema com minha câmera que não esta focando por nada desse mundo (quem entende de foto e estiver afim de me ajudar...). Ultimamente tenho feito trabalhos a óleo, o que diferente das aquarelas preciso da câmera para registrar e não um scanner.


(detalhe dessa pintura maravilhosa)



Eu passei 5 anos de minha vida numa universidade em que 80% das pessoas são praticamente contra a pintura acadêmica, tradicional, realista ou seja lá como quiserem chamar e que fazem de tudo para que você não procure essas vertentes. Eu tenho consciência que meu desenho não é o dos melhores e está muito longe de ser. Eu não sei nada de anatomia e sempre faço a cabeça maior que o normal. No entanto eu sempre desenho figura humana da forma que eu consiga fazer o mais naturalista possível de acordo com minha percepção de mundo e até fantasiando um pouco como são os casos dos elfos, demônios, fadas e sereias.



Já aconteceu de está numa boa desenhando em meu caderninho e colegas chegarem pra mim dizendo que eu tinha que parar de fazer “clássico” e começar a desconstruir. Quem dera se eu conseguisse desenhar a maneira clássica! Eu já vi muita gente confundindo muitas coisas com realismo-clássico-acadêmico e afins.  Também já ouvi muitas e muitas vezes as pessoas falarem: mas foto faz isso! Não gente, a foto não faz isso. Outra coisa é confundir hiperrealismo com pintura aos moldes dos mestres do passado. Não gente, as coisas são bem diferentes.

(pintura neoclássica de Ingres, mesmo sendo bem realista ela ainda tem um ar de pintura)


Quando se trata de pintura que eu tanto almejo realizar são aos moldes dos mestres e não hiperrealismo. Não tenho intensão alguma de produzir trabalhos de fotorrealismo ou seja lá qual for o nome que isso tem. Eu realmente não curto, embora alguns trabalhos assim sejam bem bonitos. Também reconheço que quem consegue chegar a tal nível realmente pinta tecnicamente bem. A intensão aqui não é desmerecer o fotorrealismo e sim deixar claro que essa vertente e os trabalhos dos mestres não são a mesma coisa. É impossível de fazer um desenho ou pintura hiperrealista sem a fotografia enquanto o outro pode ser feito (e começou sendo feito) por meio da observação do artista.


(realista, mas não é uma foto)



Quando as pessoas vem com essa conversa de “ah, foto faz isso, então não tem pra que você copiar a realidade e a foto”. Pessoal, o trabalho de um artista que procura fazer uma pintura ou desenho da maneira tradicional sempre haverá toda a percepção que ele adquiriu em sua vida. Ainda sim é possível sim notar diferenças entre pintores “realistas”. Existem técnicas e técnicas. Essas pinturas exigem uma percepção muito grande não só do desenho, mas também de tonalidade das cores e sombras. Seja numa pincelada mais solta ou numa pintura “lambida”. Outra coisa também no estudo dos materiais e seus componentes, a qualidade dos pigmentos e suas misturas.

(pintura hiperrealista)

(outro hiperealismo)

(outro trabalho hiperrealista, esse eu confesso que amei, acho que ele ainda tem algo de pintura)





Sim, a pintura que eu tanto desejo conseguir fazer é aquela que segue estética dos séculos 18 e 19. Se prestarem atenção, nenhuma delas são fotos. Podem ser bem semelhante a realidade, mas todas tem ainda um ar de “eu sou uma pintura e não sou artificial”. Pessoalmente acho o hiperrealismo bem artificial e não curto. Também nunca cheguei a ler nada a respeito da poética por trás dele. Pode até ser que esse argumento de que a foto faz seja aplicada ao hiperrealismo, porém eu prefiro não afirmar nada, já que como foi dito, nunca cheguei a ler a respeito.


(pintura tradicional maravilhosa)





Essa postagem não foi feita para criticar o hiperrealismo, mas apenas esclarecer algumas coisas e um pouco do gosto pessoal. Também um desabafo,né hahahaha! Também não escrevi isso para ofender ninguém, esse é meu blog pessoal onde coloco minhas experiencias, opiniões e trabalhos. 

(pintura tradicional maravilhosa)


sábado, 11 de outubro de 2014

1° estudo do Bouguereau e o rosto que ficou feio

Oi pessoal!


Hoje vim mostrar aqui um estudo a óleo que comecei a fazer e nem sei se posso defini-la como terminada. Ela é uma cópia de um quadro do Bouguereau que fiz em uma tela de MDF preparada com gesso acrílico. Estou querendo fazer cópias de alguns artistas para poder estudar as técnicas. Estou empolgada com os trabalhos de temáticas marinhas do Bouguereau.



Esse ano comecei a me interessar por estudar os próprios materiais e procurar tintas melhores. Comprei tintas da linha profissional da winsor e newtone  também umas da gamblan. Porém eu não vou deixar de usar as tintas nacionais que tenho em casa. Nesse momento não penso em doa-las e nem deixa-las paradas. Estou fazendo estudos com elas. Além disso eu comecei a fazer duas cópias do Bouguereau usando apenas tintas nacionais para depois poder comparar com o resultado de materiais melhores.


Vamos ao que interessa!


Comecei o desenho com grafite na quadrícula e depois contornei com a sombra natural bem diluída. Depois de secar fiz a imprimatura e depois passei a sombra queimada nas áreas escuras. 




Depois fui passando as cores. Eu gostei muito do resultado dos joelhos e da barriga, mas o rosto... odiei. esse pescoço também... ta certo que no original era bem alongado, é como se a mulher estivesse com o queixo pra cima, o problema é que não consegui fazer isso. Talvez eu trabalhe mais nesse rosto e faço alguns retoques nos dedos.







Eu não usei beeem as cores das paletas tradicionais. Usei o amarelo de nápoles carne (amo), o amarelo de nápoles normal, o cor de carne claro, amarelo de cádmio, sombra queimada, sombra natural, azul ultramar, magenta, ocre, branco de tintânio, vermelho francês, sépia e o preto. Como já disse, estou aproveitando essas tintas nacionais que tenho para fazer estudos. Não que também seja errado usar outras tintas que não sejam as das paletas tradicionais.






Em relação a qualidade das tintas, eu noto que elas são muito transparentes e olha que eu nem estou mais misturando com óleo de linhaça como fazia antes (quem me acompanha entende o que quero dizer). Também noto que depois de seca a pintura fica muito brilhosa, o que significa que na composição dela tem pouco pigmento pra muito óleo.