terça-feira, 5 de junho de 2012

Roberto Ferri


Oi pessoal!

Ontem um amigo me mostrou os trabalhos de um artista italiano chamado Roberto Ferri, ele achou que era um artista do período barroco, mas depois que vi os temas eu fiquei muito na dúvida, já que seus trabalhos tratam de imagens surreais e grotescas. 

Depois pesquisando em casa, vi que ele é um artista contemporâneo que teve forte influência da escola caravaggiana e de artistas românticos, simbolistas e neoclássicos.

Eu não gosto muito de obras com um pouco de surrealismo, mas os elementos como anatomia (que é maravilhosa), o jogo de luz e sombra, as cores e as emoções transmitidas fazem com que suas obras sejam realmente verdadeiras obras de arte. Outra coisa que tem de interessante são os seres híbridos (mistura de dois animais). 

Roberto Ferri nasceu em Taranto no ano de 1978 e se formou na Academia de Belas Artes de Roma. Acho que estudar numa academia de Belas Artes faz toda diferença, acho que no Brasil nem deve ter escolas como essas que tem na Europa e ainda tem gente que enche o saco de quem vai estudar lá fora. 

Esses dias eu estava pintando com óleo e parei pra refletir um pouco. Depois das vanguardas modernas e da Arte Contemporânea, quase não temos atelieres de pintura que ensina as técnicas usadas pelos grandes mestres da pintura, como é o caso da veladura. É comum chegar num ateliê e perguntar sobre essas técnicas e os pintores respostas ou nem saber como eram, até porque nem eles tiveram oportunidade de aprender. 

 Quando eu fazia aula de pintura a óleo em 2007, o professor nem tinha me dado aquelas orientações básicas sobre o óleo, que é uma tinta transparente e que muitas vezes precisamos passar várias camadas para obter um bom resultado e ensinou a usar o óleo de linhaça apenas para deixar a tinta menos grossa e mais fácil de usar, mas não disse que uma tinta bem diluída servia para uma série de técnicas. 

Muita coisa do que eu sei foi ensinado por um colega que pinta com veladuras e também tive que pesquisar em sites gringos. 

É bom saber que ainda no mundo tem pintores que usam técnicas e influências de mestres do passado em suas obras, é sinal de que o mundo ainda não está perdido.


























quarta-feira, 30 de maio de 2012

James Montgomery Flagg - I want you for U.S.A army.




Todo mundo já passou por uma fase de merda, certo? Fase que a gente procura apagar da memória. Essa minha fase foi na pré adolescência e adolescência, se bem que acho que a maioria das pessoas também eram retardados nessa época. Além de muitas idiotices minhas, uma das grandes era ter ódio pelos Estados Unidos. Odiava o imperialismo deles e achava um país sem cultura, olha só, eu nem sabia o que era cultura e falava merda. Dizia que eu nunca iria aos Estados Unidos.

Hoje tenho muita vontade de conhecer Nova Iorque, o estado da Califórnia e Flórida. Ultimamente eu tenho gostado da cultura deles, em especial os anos 40, 50 e 70. Gosto de frequentar lugares com a típica decoração de lanchonete anos 50. 

Um dia, fuçando no Google, achei um lindo quadro em que a figura é uma mulher com maquiagem e cabelo vintage e pensei “deve ser de algum artista estadunidense” e acertei. 

 (um belo jogo de cores, não?)

James Montgomery Flagg foi um artista e ilustrador estadunidense que começou a publicar seus trabalhos em revista quando tinha apenas 14 anos. De 1898-1900 Flagg estudou pintura na Inglaterra e França. Em 1900 conseguiu que o Salão de Paris aceitasse uma obra sua, mas sentiu que a pintura não era o seu forte e voltou para a ilustração.

Era um membro da Sociedade dos Ilustradores e chegou a escrever e atuar em filmes mudos que foram tão bem recebidos que, durante a Primeira Guerra Mundial foi convidado a escrever filmes para os fuzileiros navais e Cruz Vermelha, também durante a Primeira Guerra Mundial que pintura mais famosa do Tio Sam apontando para o espectador com a legenda "I want you for U.S.A army", foi publicada. Ele criou 45 outros cartazes patrióticos para o esforço de guerra, incluindo o "Wake Up Day America". Assim, quase todas as grandes editoras publicavam suas pinturas. 



Desenhou caricaturas de estrelas de cinema para Photoplay até 1950. Uma coleção de alguns desses desenhos foi lançado como celebridades em 1951. Quando ele não estava ilustrando ou desenhando caricaturas ou pintar retratos, ele pintaria para si mesmo.

Morreu em 1960 e foi eleito para a Sociedade de Ilustradores Hall da Fama em 1980.
Eu acho esse tipo de pintura tão bacana e tão publicitário! Ótimo também para ilustrar livros! Lembra um pouco as ilustrações de Ferri, aquele livro do barba azul que publiquei no início do blog.














 (adoro roupas escocesas)









Lindas aquarelas, não?

sábado, 26 de maio de 2012

Reflexões


Oi pessoal!



Já tem um bom tempo que fiz esse quadro e não postei aqui até hoje. No segundo semestre do ano passado eu fiz a disciplina Pintura 1 com a professora Cecília, onde eu fiz 4 telas com tinta óleo, infelizmente uma delas eu não terminei. Esse ano eu coloquei o sarrafo nela (aquela madeirinha para o algodão virar tela), mas só vou colocar moldura quando tiver muito dinheiro, um quadro grande como este requer uma moldura grande e mais grossa. 





Nessa época eu estava ouvindo e viajando nas músicas do The Division Bell do Pink Floyd, aquele álbum que não tem o Roger Waters.



“Marooned"  

“Cluster One”


"What Do You Want from Me"  


"Poles Apart"

 "A Great Day for Freedom" 

"Wearing the Inside Out"  


"Coming Back to Life"  


"Keep Talking"  


"Lost for Words"  


"High Hopes"



Pirei em especial nas músicas Marooned, Cluster One, Poles Apart, Wearing the Inside Out, Coming Back to Life. Enfim, embora, muitos criticam por conta da falta do Waters e etc, é um álbum que eu não vejo defeito algum. 

O instrumental dessas músicas é maravilhoso, não? Eu passo a refletir quando escuto.
Eu as vezes relaciono as músicas com cores e sensações e acho esse álbum gelado e minha produção é gelada.  O frio causa em mim uma série de questões, eu adoro o frio, mas também nessa época eu me sinto melhor e também passo a refletir mais sobre algumas questões da minha vida.

A busca para isso foi o mar, uma busca de trabalhar as cores do mar e do céu em suas pinceladas rápidas. A escolha por pinceladas rápidas foi por conta de uma nova experiência que por sinal eu e o pessoal da turma achamos que deu certo.

As cores e as sombras nas pernas foi feita pela técnica do Empastamento, onde as cores e as misturas são aplicadas diretamente na tela.

Assim como aquele quadro Mulher no Mar, este quadro faz parte da mesma série, penso em algum dia fazer mais outro trabalho assim. 



Outra vez o uso do Gris de Payne, Azul da Prússia e Turquesa com grande importância para minhas obras. 

 
A busca por uma tensão foi obtida na colocação das pernas no canto direito para desequilibrar  e a linha do horizonte vista por um ângulo bem abaixo da cabeça da moça. Outra vez a escolha em não mostrar o rosto da moça para causar um certo mistério.




Download do The Division Bell (1994)

 http://www.mediafire.com/?7uzzcifg77e65k9